
Nova resolução CFP sobre prontuário: o que muda nos seus documentos
O CFP publicou nova resolução sobre elaboração de laudos, relatórios e prontuários, revogando a Resolução 06/2019. Veja o que muda e um checklist prático para manter sua documentação clínica em conformidade.
Resumo
O CFP publicou nova resolução sobre elaboração de documentos psicológicos, revogando a Resolução 06/2019. Ela atualiza os critérios para laudos, relatórios e prontuários, documentos que todo psicólogo produz no exercício da profissão. Na prática, o consultório precisa revisar os modelos de documentação em uso para confirmar que seguem os critérios vigentes.
A nova resolução muda os critérios que valem para laudos, relatórios e prontuários a partir de agora, revogando a Resolução 06/2019. Documentação clínica não é a parte mais empolgante do trabalho do psicólogo, mas é a que mais protege quando algo dá errado: uma denúncia, uma solicitação de perícia, uma dúvida do próprio paciente sobre o andamento do processo terapêutico.
Este artigo resume o que a mudança significa na prática e traz um checklist para revisar sua documentação sem precisar ler a resolução inteira no meio da agenda cheia.
Por que essa resolução importa para o seu consultório
Prontuário, laudo e relatório não são burocracia. São a prova de que o atendimento aconteceu, do que foi discutido e de que decisões clínicas seguiram critério profissional. Quando a norma que rege esses documentos muda, o risco de ficar desatualizado é real: um documento fora do critério vigente pode ser questionado em uma eventual denúncia ao CRP, processo judicial, ou pedido de perícia.
A resolução também sinaliza a direção que o CFP está dando à documentação da profissão: mais critério técnico, mais rastreabilidade. E, dentro do movimento regulatório mais amplo (LGPD, resoluções sobre dados sensíveis), mais exigência de que o registro seja seguro e identificável.
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O que revisar na sua documentação agora
Este artigo não substitui a leitura do texto oficial — só o site do CFP tem o detalhamento técnico de cada tipo de documento, e é lá que você confirma o critério exato antes de mudar um template (link no fim deste artigo). O que dá pra adiantar aqui são os pontos que valem uma checagem prática no seu fluxo de trabalho:
Modelo de prontuário em uso: confirma identificação do profissional, data, registro do que foi discutido/observado na sessão, sem excesso de informação sensível que não seja necessária
Modelo de laudo e relatório: estrutura, linguagem técnica adequada, finalidade do documento declarada
Guarda e sigilo: onde e como os documentos ficam armazenados, quem tem acesso, por quanto tempo são retidos
Rastreabilidade: se o prontuário é digital, precisa registrar quando cada entrada foi criada e por quem — mesmo em consultório solo, isso importa para auditoria futura
Checklist rápido de conformidade
Revisar o texto oficial da resolução no site do CFP (link abaixo)
Comparar contra o modelo de prontuário/laudo/relatório atualmente em uso
Ajustar templates que estejam desatualizados frente aos critérios vigentes
Confirmar que o sistema ou caderno de registro usado garante sigilo e rastreabilidade
Anotar a data da revisão. Documentar que a atualização foi feita também é boa prática
O que não muda
Documentação clínica sempre foi, e continua sendo, responsabilidade direta do psicólogo. Nenhuma resolução transfere essa responsabilidade para uma ferramenta ou sistema. O papel de um bom sistema de prontuário é facilitar o cumprimento do critério técnico, não substituir o julgamento profissional sobre o que registrar.
Perguntas frequentes
A nova resolução do CFP sobre documentos psicológicos revoga qual norma anterior? A nova resolução revoga a Resolução CFP nº 06/2019, que até então regulava a elaboração de documentos escritos produzidos pelo psicólogo no exercício profissional (laudos, relatórios, atestados, prontuários, entre outros).
O que muda no prontuário psicológico com a nova resolução? A resolução atualiza critérios de elaboração de documentos escritos. O texto completo, com os detalhes técnicos de cada tipo de documento, está disponível no site oficial do CFP. O ponto prático para o consultório é revisar o modelo de prontuário e relatório em uso e confirmar que segue os critérios vigentes.
Prontuário eletrônico precisa mudar por causa da nova resolução? Depende do sistema. Se o prontuário eletrônico já segue os princípios de rastreabilidade, sigilo e identificação do profissional exigidos pelas resoluções do CFP, a estrutura de dados não muda. Mas vale revisar campos e templates para garantir aderência aos critérios atualizados.
Documentação em dia é autonomia profissional blindada
Atualizar templates de prontuário e laudo não é a tarefa mais urgente da semana até o dia em que é. Consultório que revisa a documentação assim que uma resolução nova sai evita ter que reconstruir histórico ou justificar formato depois de um problema já ter acontecido.
Perguntas frequentes
A nova resolução do CFP sobre documentos psicológicos revoga qual norma anterior?
- A nova resolução revoga a Resolução CFP nº 06/2019, que até então regulava a elaboração de documentos escritos produzidos pelo psicólogo no exercício profissional (laudos, relatórios, atestados, prontuários, entre outros).
O que muda no prontuário psicológico com a nova resolução?
- A resolução atualiza critérios de elaboração de documentos escritos. O texto completo, com os detalhes técnicos de cada tipo de documento, está disponível no site oficial do CFP. O ponto prático para o consultório é revisar o modelo de prontuário e relatório em uso e confirmar que segue os critérios vigentes.
Prontuário eletrônico precisa mudar por causa da nova resolução?
- Depende do sistema. Se o prontuário eletrônico já segue os princípios de rastreabilidade, sigilo e identificação do profissional exigidos pelas resoluções do CFP, a estrutura de dados não muda. Mas vale revisar campos e templates para garantir aderência aos critérios atualizados.
Artigo por WiseThera
Gestão, tecnologia e compliance · WiseThera
A WiseThera escreve sobre a parte do trabalho clínico que ninguém aprende na graduação: agenda, cobrança, prontuário, contrato, imposto e as obrigações de privacidade que recaem sobre quem atende.
O blog é para psicólogos, psiquiatras e outros profissionais de saúde mental que tocam o próprio consultório. Cada texto sai de uma dúvida real de quem atende, e os exemplos clínicos são fictícios.



